Diabetes ou pré-diabetes? Cuide da glicemia sem cortar o pão e o arroz.

Seja o primeiro exame alterado, seja o diabetes que você trata há anos, o tratamento não precisa ser um castigo. A consulta transforma o “precisa mudar a alimentação” em um plano possível, com a comida que você já come e sem proibições radicais.

Isso parece com você?

O exame veio com o valor em negrito. E agora parece que tudo é proibido.

Você abriu o resultado e a glicemia de jejum ou a glicada veio acima do limite. O médico foi direto: precisa mudar a alimentação. Ou, se você já trata o diabetes, falou em aumentar a dose do remédio ou começar a insulina. Na hora, parece que a vida virou uma lista de proibidos: adeus ao pãozinho do café, ao arroz, ao macarrão e às frutas. Se você está assim, a consulta é para você.

Prato com arroz, feijão, frango grelhado fatiado, salada de folhas com tomate e legumes refogados, servido numa mesa com um copo de água

No exame

  • A glicemia de jejum veio acima de 100
  • A glicada passou de 5,7%
  • O médico pediu para repetir o exame ou fazer a curva glicêmica

Com o diagnóstico

  • Veio o pré-diabetes, e você tem medo de chegar ao diabetes
  • Você tem diabetes tipo 2 e ainda não sabe o que pode comer
  • A glicada continua alta mesmo com o remédio

Na rotina

  • Tem diabetes na família e quer se cuidar antes
  • Come fora ou leva marmita e não sabe o que escolher
  • Cortou tudo por conta própria e não aguentou

Por que não deu certo antes

O problema não é você. É o “ou tudo, ou nada”.

Durante muito tempo, a receita para a glicose foi cortar todo o carboidrato e zerar o açúcar. Pouca gente consegue viver assim. Quando tudo é cortado de uma vez, a vontade de doce aumenta, uma hora você cede, vem a culpa e a dieta é abandonada. Para quem já tem diabetes, o ciclo costuma se repetir a cada exame: corta tudo, não aguenta, a glicada sobe e a conversa com o médico volta para o remédio. A saída não é parar de comer carboidrato. É saber combinar.

  1. 01

    Combinar, em vez de cortar

    O pão e o arroz continuam no prato, junto com fibras e proteínas, que ajudam a glicose a subir mais devagar depois da refeição.

  2. 02

    Um plano para a sua rotina

    O café da manhã com pressa, a marmita, o almoço fora e o jantar em família entram no plano, nos horários que você já tem.

  3. 03

    Junto com o seu tratamento

    Para quem usa remédio ou insulina, as refeições são organizadas para acompanhar o tratamento, com horários e quantidades combinados. A dose continua sendo decidida pelo médico.

O que pouca gente sabe

Pré-diabetes é um aviso, não uma sentença.

E cuidar da glicose não é viver de salada. Veja o que diz a diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Mãos montam um sanduíche de pão integral com ovos mexidos, num prato com maçã fatiada e castanhas, ao lado de uma xícara de café
  1. 01

    No pré-diabetes, agir cedo faz diferença

    No maior estudo sobre o tema, quem mudou a alimentação e a atividade física, com perda de pelo menos 7% do peso e 150 minutos de caminhada por semana, teve um risco 58% menor de chegar ao diabetes tipo 2.

    Fonte: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, atividade física no pré-diabetes

  2. 02

    Não é preciso cortar todo o carboidrato

    A diretriz recomenda uma alimentação equilibrada, com menos carboidratos simples e refinados, e pede cautela tanto com o excesso quanto com a restrição. A qualidade conta: o alvo é de pelo menos 25 g de fibras por dia.

    Fonte: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, terapia nutricional

  3. 03

    No diabetes tipo 2, pouco peso já conta

    Para quem está acima do peso, a diretriz recomenda perder pelo menos 5% do peso inicial para melhorar o controle da glicose. Em uma pessoa de 90 kg, são cerca de 4,5 kg.

    Fonte: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, terapia nutricional

Glicose e glicada

O que o seu exame de glicose está dizendo.

A diretriz brasileira usa dois exames de sangue para separar o normal, o pré-diabetes e o diabetes.

Valores de glicemia de jejum e hemoglobina glicada para normal, pré-diabetes e diabetes
Exame Normal Pré-diabetes Diabetes
Glicemia de jejum (mg/dL) menos de 100 100 a 125 126 ou mais
Hemoglobina glicada (%) menos de 5,7 5,7 a 6,4 6,5 ou mais

Valores da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes. Um resultado alterado sozinho precisa ser repetido para confirmar, e quem fecha o diagnóstico é o médico.

Como funciona

Sem dieta pronta. Com a comida que você já come.

  1. Você manda uma mensagem

    A recepção encontra um horário e confere o seu convênio. Não precisa contar o seu caso pelo WhatsApp.

  2. A primeira consulta é uma avaliação

    A nutricionista pergunta sobre a sua rotina, o que você gosta de comer, os horários e os remédios que usa, e olha os seus exames.

  3. Você sai com um plano possível

    O que comer, em que quantidade e em que horários, com o arroz, o feijão e o pão que fazem parte da sua casa, sem lista de proibidos.

  4. Os retornos acompanham os exames

    Quando o novo exame chega, o plano é revisto com você. Os ajustes são feitos aos poucos, conforme a sua rotina.

A nutricionista trabalha junto com o seu médico, mas não o substitui. Diagnóstico, remédios e insulina são sempre com o médico, e só ele decide se a dose muda.

Convênio, particular e o que levar

Confira a cobertura antes de vir.

Pelo convênio

Quase todos os convênios da clínica cobrem Nutrição

A exceção é a Garantia de Saúde. Para usar o plano, é preciso pedido médico, que pode ser do clínico geral ou do endocrinologista. Ao agendar, informe o nome do plano e se já tem o pedido.

Ver a lista de convênios

Particular

Sem depender de autorização

O agendamento é direto, sem pedido médico. O pagamento é em dinheiro ou Pix, e há pacotes de consultas; a recepção informa os valores. Para pedir reembolso ao seu plano, a clínica emite nota fiscal.

O que levar: documento, a carteirinha e o pedido médico (se for pelo convênio), os exames recentes, a lista dos remédios que você usa e, se mede a glicose em casa, as anotações ou o aparelho.

Por que não esperar

Não espere o próximo exame para começar.

Nutricionista aponta com a caneta os resultados de um exame de sangue impresso, sobre a mesa do consultório, diante das mãos do paciente
Imagem ilustrativa

Comece com os exames que você já tem em mãos.

A glicada mostra a média da glicose dos últimos 2 a 3 meses. Um dia de exagero não estraga o exame, e uma semana de dieta também não o conserta: o que muda o resultado é a rotina. Quanto antes o prato muda, mais tempo você tem até o próximo exame.

Fonte: Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, diagnóstico

No pré-diabetes, a diretriz recomenda mudar a alimentação e a atividade física para todas as pessoas. No diabetes, a alimentação é parte do tratamento, junto com o remédio.

Dúvidas sobre diabetes e pré-diabetes

Antes da primeira consulta.

Marmita de vidro com arroz, feijão, grão-de-bico, carne moída com legumes e salada, sobre a mesa de trabalho ao lado do notebook e de uma garrafa de água
Glicose alta é sempre diabetes?

Não. Entre o normal e o diabetes existe o pré-diabetes, e um resultado alterado sozinho precisa ser repetido para confirmar. Quem fecha o diagnóstico é o médico, com os exames. Seja qual for o resultado, a alimentação ajuda a cuidar da glicose desde já.

Vou ter que cortar o pão e o arroz para sempre?

Não. Mais do que o pão em si, pesam a quantidade e o que vai junto no prato. A nutricionista mostra como combinar o carboidrato com fibras e proteínas, e a diretriz brasileira pede cautela tanto com os excessos quanto com as restrições. O doce não precisa sumir: entra com quantidade e frequência combinadas.

Tenho pré-diabetes. Vou virar diabético?

Não necessariamente. No estudo mais conhecido sobre o tema, quem mudou a alimentação e a atividade física teve um risco 58% menor de chegar ao diabetes tipo 2. Não é garantia, mas mostra que o pré-diabetes é a hora de agir. A consulta transforma essa mudança em um plano que você consegue manter.

Quem tem diabetes pode comer fruta?

Em geral, pode. Cortar a fruta é um mito comum. Ela traz fibras, que ajudam no controle da glicose, e a nutricionista orienta a quantidade e o melhor horário para o seu caso. A fruta inteira costuma saciar mais e elevar menos a glicose do que o suco.

A nutricionista receita remédio ou insulina?

Não. Diagnóstico, remédios e insulina são do seu médico, clínico geral ou endocrinologista, e só ele muda a dose. A nutricionista cuida da alimentação, que trabalha junto com o tratamento. Não pare nem mude a medicação por conta própria.

Preciso emagrecer para melhorar a glicose?

Nem todo mundo. Para quem tem diabetes tipo 2 e está acima do peso, a diretriz brasileira recomenda perder pelo menos 5% do peso inicial para melhorar o controle da glicose. Em uma pessoa de 90 kg, isso dá cerca de 4,5 kg. Para quem não precisa emagrecer, o foco é a qualidade e a distribuição das refeições.

Não tenho exames recentes. Posso agendar?

Pode. A primeira consulta começa pela sua rotina e pelo seu histórico, e os exames que você já tiver ajudam. Se faltar algum, a nutricionista orienta o que conversar com o seu médico.

Tenho diabetes há anos. Ainda adianta procurar a nutricionista?

Adianta. O plano parte do tratamento que você faz hoje, dos remédios ou da insulina e da sua rotina, e é revisto quando chegam novos exames. Muita gente que tem diabetes há anos nunca recebeu um plano feito para a própria rotina, só uma lista do que não pode.

O que levar na primeira consulta?

Os exames mais recentes, como a glicemia de jejum e a glicada, a lista dos remédios que você usa e, se mede a glicose em casa, as anotações ou o aparelho. Pelo convênio, leve também a carteirinha e o pedido médico.

Moro em Mogi das Cruzes, Poá ou Ferraz de Vasconcelos. A clínica atende para diabetes?

Sim. A Athos recebe pacientes de Suzano e das cidades vizinhas, como Mogi das Cruzes, Poá e Ferraz de Vasconcelos. A clínica fica na Rua Sara Cooper, 147, no Jardim Santa Helena, perto da Padaria Santa Helena, que tem um ponto de ônibus em frente. Atende de segunda a sexta até as 21h e aos sábados até as 18h.

Preciso de pedido médico?

Pelo convênio, sim, e o pedido pode ser do clínico geral ou do endocrinologista. Quase todos os convênios aceitos na clínica cobrem Nutrição; a exceção é a Garantia de Saúde. No particular, não é preciso pedido médico.

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O seu próximo exame começa no prato de hoje.

Mande uma mensagem e a recepção encontra o melhor horário para você. Segunda a sexta, das 8h às 21h; sábado, das 8h às 18h. No dia da consulta, leve os seus exames recentes.

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