Ajuda para o seu filho comer melhor, sem briga na hora da refeição.

Da introdução alimentar do bebê à criança que só aceita poucos alimentos: a consulta transforma a preocupação em um plano possível para a mesa da sua família.

Isso acontece na sua casa?

A hora de comer virou negociação. E não é falta de jeito.

“Só mais uma colherada”, a sobremesa prometida como prêmio, o legume escondido no feijão, o celular ligado na mesa para a criança engolir alguma coisa. Você levanta da mesa cansado e preocupado se ela está crescendo bem. Se algo disso parece com a sua rotina, a consulta é para vocês.

Mão de criança pega uma cenoura num prato infantil com arroz, feijão, frango desfiado e brócolis, numa mesa com os pratos da família

Com o bebê

  • Está chegando aos 6 meses e você não sabe por onde começar a introdução alimentar
  • Tem medo de engasgo e dúvida entre papinha e pedaços
  • Cospe, faz careta ou recusa quase tudo

Com a criança

  • Come sempre os mesmos poucos alimentos e não aceita provar nada novo
  • Chora ou se recusa diante de texturas, cheiros ou cores diferentes
  • Troca a refeição pelo lanche ou pelo doce, ou a lancheira volta cheia

Com a saúde

  • O pediatra pediu acompanhamento com nutricionista
  • O peso está abaixo ou acima do esperado para a idade, ou o intestino é preso
  • Tem autismo, alergia, intolerância ou outra restrição alimentar

O que pouca gente sabe

Recusar não é birra. E forçar costuma piorar.

“Deixa passar fome que ele come” e “tem que raspar o prato” ainda são conselhos comuns. O Ministério da Saúde orienta outro caminho.

Mãos de bebê exploram brócolis num prato de divisórias com banana e purê de abóbora, enquanto um adulto oferece uma colher
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    Recusar faz parte

    Algumas crianças precisam provar um alimento de 8 a 10 vezes, ou mais, até aceitá-lo. Uma careta no primeiro dia não quer dizer “ele não gosta”.

  2. 02

    Prêmio por comer pode atrapalhar

    Oferecer recompensa para a criança comer o que não gosta é desaconselhado: ela pode associar o comer a ganhar alguma coisa, e o doce passa a ser troféu.

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    Açúcar fica para depois dos 2 anos

    A recomendação é não oferecer açúcar, nem produtos com açúcar, até os 2 anos. Ele não é necessário e está ligado a cáries e ao excesso de peso ainda na infância.

Fonte dos três itens: Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, Ministério da Saúde (2019)

Como o acompanhamento ajuda

Ninguém obriga a criança a comer. A família ganha um caminho.

  1. Conversa com a família

    Como são as refeições em casa, o que a criança come, o que recusa e a rotina da casa e da escola. A criança vai sempre com um responsável.

  2. Crescimento e exames

    A nutricionista acompanha peso e altura para a idade e olha os exames, se houver. Leve a Caderneta da Criança.

  3. Uma mesa só para a família

    Nada de cozinhar um prato para os adultos e outro para a criança. As orientações cabem na rotina e no bolso da casa, da papinha à lancheira da escola.

  4. Novos alimentos no ritmo dela

    Novas cores, texturas e sabores entram aos poucos, respeitando o tempo da criança. Nos retornos, o plano acompanha o crescimento e o que ela passou a aceitar.

No mesmo endereço

Quando a dificuldade vai além do prato.

Nem toda recusa é só sobre comida. Outras especialidades atendem no mesmo endereço, e os horários podem ser combinados no mesmo agendamento. Cada atendimento é independente.

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    Fonoaudiologia

    Quando a criança tem dificuldade para mastigar ou engolir alimentos sólidos.

    Conhecer a Fonoaudiologia

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    Terapia Ocupacional

    Quando a recusa vem da sensibilidade: aflição de pegar na comida, de sujar as mãos ou de sentir a textura na boca.

    Conhecer a Terapia Ocupacional

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    Psicologia infantil

    Quando a refeição envolve choro intenso, medo ou ansiedade.

    Conhecer a Psicologia

Convênio, particular e o que levar

Confira a cobertura antes de vir.

Pelo convênio

Quase todos os convênios da clínica cobrem Nutrição

A exceção é a Garantia de Saúde. Para usar o plano, é preciso pedido médico, que pode ser do pediatra. Ao agendar, informe o nome do plano e se já tem o pedido.

Ver a lista de convênios

Particular

Sem depender de autorização

O agendamento é direto, sem pedido médico. O pagamento é em dinheiro ou Pix, e há pacotes de consultas; a recepção informa os valores. Para pedir reembolso ao seu plano, a clínica emite nota fiscal.

O que levar: documento da criança, a carteirinha e o pedido médico (se for pelo convênio), a Caderneta da Criança e exames recentes, se tiver.

Por que não esperar

Quanto antes a família tem um caminho, mais leve fica a mesa.

Responsável sorri enquanto a nutricionista mostra uma folha ilustrada com alimentos; a criança, de costas, brinca com um brinquedo de madeira
Imagem ilustrativa

Quando a recusa vira briga todo dia, a refeição fica tensa, e a tensão costuma aumentar a recusa. Sair desse ciclo é mais fácil com orientação.

Se o bebê está perto dos 6 meses, o melhor momento é antes de começar: vocês chegam à primeira papinha sabendo o que oferecer e como.

Dúvidas sobre nutrição infantil

Antes da primeira consulta.

Lancheira aberta com sanduíche integral, maçã fatiada, uvas e iogurte, ao lado de uma garrafinha de água e de uma mochila infantil
A partir de que idade a nutricionista atende?

A Nutrição atende crianças de todas as idades: bebês, incluindo a introdução alimentar, que costuma começar aos 6 meses, crianças e adolescentes. A criança vai sempre acompanhada de um responsável.

O que fazer quando a criança não quer comer de jeito nenhum?

O primeiro passo é não transformar a refeição em castigo nem em negociação. A recusa pode envolver comportamento, dificuldade para mastigar ou sensibilidade a texturas. A consulta ajuda a entender o que está acontecendo e orienta a família sobre como conduzir as refeições, sem pressão.

A nutricionista atende crianças com autismo ou seletividade alimentar intensa?

Sim. A Nutrição atende crianças com autismo (TEA) e com seletividade alimentar intensa. O acompanhamento respeita o tempo da criança e amplia aos poucos a variedade de alimentos. Quando a dificuldade envolve mastigação ou sensibilidade a texturas, a Fonoaudiologia e a Terapia Ocupacional ficam no mesmo endereço.

Meu filho tem alergia, intolerância ou outra restrição alimentar. A nutricionista ajuda?

Sim. A Nutrição atende crianças com alergias, como a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), intolerâncias e outras restrições alimentares. O diagnóstico é do médico; a nutricionista ajuda a família a montar refeições completas sem o alimento que precisa ser evitado.

A criança precisa ir à consulta?

Sim, sempre acompanhada de um responsável. Na consulta, a nutricionista acompanha o peso e a altura para a idade e conversa com a família sobre a rotina e as refeições.

A nutricionista substitui o pediatra?

Não. O pediatra acompanha a saúde da criança como um todo e faz os diagnósticos. A nutricionista cuida da alimentação, junto com as orientações do pediatra.

Preciso de pedido médico?

Pelo convênio, sim, e o pedido pode ser do pediatra. Quase todos os convênios aceitos na clínica cobrem Nutrição; a exceção é a Garantia de Saúde. No particular, não é preciso pedido médico.

Não precisa ser uma batalha. Comer pode voltar a ser um momento da família.

Mande uma mensagem e a recepção encontra o melhor horário para vocês. Segunda a sexta, das 8h às 21h; sábado, das 8h às 18h.

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